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Os olhos de ressaca.

Essa semana dei uma pausa no meu mais novo vicio, a minissérie francesa Le Revenants, pra rever a brasileiríssima CAPITU. Pra quem não sabe, CAPITU é a releitura televisiva do clássico literário DOM CASMURRO, de Machado de Assis, lançado em 1900, isso mesmo, há 113 anos atrás.

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A série por si só é linda, ótimas fotografia, maquiagem, figurino e cenário. As interpretações também dispensam elogios. A linda Eliane Giardini no papel de Dona Glória. Maria Fernanda Cândido, a eterna Capitu. Michel Melamed dando show como Bento Santiago e já como Dom Casmurro, César Cardadeiro (o Pedrinho, do Sitio do Pica-pau amarelo) como Bentinho, Rita Elmor, que estivera recentemente em Salve Jorge, como Prima Justina, e destaque para o galã Pierre Baitelli, como Escobar, e pra lindíssima Letícia Persiles, que mais recentemente protagonizou a novela das seis Amor eterno amor, como Capitu Jovem. Além da ótima direção de Luiz Fernando Carvalho, que dirigira anteriormente as tão lindas quanto  A PEDRA DO REINO e HOJE É DIA DE MARIA. Mas interpretações e direção à parte, cabe-me aqui ressaltar uma teoria que desenvolvi desde a primeira vez que li o romance, aos quatorze anos, na oitava série. No alto de minha ingenuidade pueril já percebi que havia algo a mais no meio daquela história.

Como todo especialista afirma, e não ouso aqui argumentar contra, Machado de Assis foi um dos maiores gênios literários do mundo e só um gênio de tamanha grandeza seria capaz de escrever uma obra que ainda gere discussões mais de um século depois de sua publicação.

O que pretendo aqui subverter é a tão famosa discussão se Capitu traiu o não Bentinho. Talvez por vivermos numa sociedade ainda tão conservadora (para não dizer hipócrita), essa discussão que eu trago agora tenha sido tão pouco debatida. Já na oitava série eu percebi uma tensão sexual deveras grande entre Bentinho e seu colega de seminário, Ezequiel de Sousa Escobar. É claro que guardei aquelas desconfianças para mim, afinal, não ia sair espalhando-as aos quatro ventos a fim de não me recriminarem.

Cuida dizer que, ao final da leitura obrigatória no programa anual de língua portuguesa, minha professora perguntou à turma o que todos acharam da obra, se Capitu traíra ou não Santiago. Me calei. Ao fim das opiniões dos demais, a professora afirmou que ela e mais um grupo de amigos, trabalhavam. Em sua tese de mestrado, a teoria que Bentinho era homossexual e na verdade era apaixonado por seu companheiro seminarista. Nas leituras seguintes que fiz do livro minha desconfiança só fizera aumentar e essa semana, ao ver a série, chegara ao ápice, ao ponto de eu não conseguir assistir mais a série de tanta aflição por Bentinho ser gay e ninguém perceber.

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Curioso que sou fui pesquisar pela internet se alguém compartilhava da mesma ideia que eu, e para minha surpresa o próprio diretor da série global tratou de caprichar na tensão sexual entre os dois que eu citara a cima. Além dele, ainda nos anos 2000, o saudoso cronista e cartunista Millor Fernandes shipava (google it) Escobinho (mistura de Escobar com Bentinho [hahaha]).

Nesse link Millor separa algumas passagens do livro que tratam de provar por a mais b que bentinho era sim gay.  (vale a pena ler para dar continuidade à essa linha de pensamento)

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Quanto a mim, a minha opinião é que realmente havia caroço nesse angu (que ano é hoje que ainda falo isso?). Nenhum amigo hétero cuida tantos detalhes ao outro e demonstram tanto afeto quando Escobar e Bentinho. A própria Capitu percebera isso, e talvez por isso tenha dado para o ‘amigo’ do marido. A seguir faço uma analise particular de cada um dos três personagens.

Bentinho: Não duvido do amor que tinha por Capitu e acho lindo o romance dos dois. Mas talvez, inconscientemente (e talvez até o próprio Machado o tenha escrito inconscientemente, apesar de, sendo quem é, não acredito muito que o tenha feito), ele também pudesse amar Escobar, por que não? Acontece nas melhores famílias, ou vai me dizer que você, querido leitor, nunca gostara de duas pessoas ao mesmo tempo? Não sejamos hipócritas.

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Escobar: Na minha opinião poderia ou não ser gay. Caso realmente o fosse, gostava sim do amigo e comera a esposa alheia apenas por vingança. Caso não, era apenas mais um canalha.

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Capitu: Por trás dos olhos de ressaca e de cigana obliqua e dissimulada morava uma mulher bastante esperta. Talvez percebera a intimidade entre o marido e o amigo e como vingança decidira ir para a cama com Escobar.

Sancha (a esposa de Escobar): talvez tenha descoberto o relacionamento de Escobar e Capitu e tentara avisar Santiago no jantar de casais no dia anterior à sua viuvez, mas no fundo no fundo fora a grande corna da história, coitada.

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Concluindo, não posso afirmar se Escobar e Santiago eram realmente gays. É apenas uma teoria. Assim como outrem também não pode firmar que Capitu traíra ou deixara de trair Bentinho com o amigo. Isso apenas Machado de Assis saberá, e aí, amigo, só indo num terreiro de macumba e baixando o espirito do escritor para descobrir.

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E você, o que acha do mais enigmático relacionamento da literatura brasileira?

Um super BjoMeChupa,

Por Matheus Hermógenes, colaborador do blog.

Nostalgia!

Enfim completamos quatro anos de internet e quatro anos de existência nas redes sociais podem equivaler, sem exageros, a quatro décadas de história, afinal, nelas, as coisas acontecem numa velocidade absurda, como se fosse realidade paralela às nossas vidas offline. Quem lembra o que foi trend hoje de manhã? E o que foi trend a quatro anos atrás? Tomado de nostalgia pela data, resolvi fazer o download do que escrevi quando entrei no twitter para lembrar o que acontecia nos primórdios da rede social.

A primeira coisa que me veio à cabeça foi um sentimento de vergonha alheia, sobretudo pelas expressões e gírias que usava na época. “Colega”, “ahaza”, “se jogue” e mais um amontoado de bobagens permeavam os mais de 1000 tweets mensais. Nos trends topcis, deixamos pela primeira vez os americanos bolados, ao inserir por vários dias #USAwantsCalypso no topo mundial.  Ainda não existia nenhum vlogger famoso e os vídeos mais comentados nas redes eram Leona Assassina Vingativa e “Pedro, me dá o meu chip”.

A cara do twitter a quatro anos.

A cara do twitter em 2009.

Na época as pessoas possuíam dois Orkut  um santo e um de puta, e meses depois todos estariam pedindo convites para o “novo Orkut” que seria esquecido logo depois.  Além do fracasso do novo Orkut, acompanhamos o google errar com o “google wave” e vimos o “G+” fazer barulho de estreia e só. Nesse passado não tão distante, os revolucionários de sofá já colocavam nos trends mundiais o #ForaSarney, passaram-se quatro anos e ele continua lá. Não tínhamos instagram ou carregamento de foto diretamente no twitter, mas todo mundo (inclusive eu) possuía um twitpic para postar imagens. As meninas gostavam de meninos com cara de meninas e por isso os colírios da capricho eram febre na rede.

Outro comportamento estranho da época era a interação entre as pessoas. Todo mundo no twitter dava reply, debatia, trocava link, dava dicas. Hoje o que se vê é um bando de gente emitindo comentários aleatórios na luta por RTs e novos seguidores. Talvez essa interação tenha migrado para o facebook ou às pessoas deixaram mesmo de conversar e a internet virou um mar de estranhos felizes. Além de conversar pelo twitter, havia o “alô do pirulito” onde eu ligava para seguidores de todo o Brasil que me mandavam seus telefones.

Depois vieram as twitcams com cartas de seguidores lidas no programa  “Fala que eu te chupo”, foram quase 200 semanas no ar. O tempo passou, o respeito à diversidade de opiniões foi trocado pelo “engula o que eu to falando ou te deleto”. O facebook ganhou força, o twitter estagnou, o instagram e às páginas do facebook explodiram e a era do compartilhamento de vídeos tomou conta da internet. As redes, eu e você mudamos.

Hoje, além do blog e do twitter, temos três páginas no facebook: Pirulito de Banana, Diário de uma Gorda e novíssimo Boy de Aplicativo, um instagram e em breve teremos a estreia do nosso novo time de escritores. Que venham mais 4, 5, 10, 15 anos de compartilhamento, humor e muito BjoMeChupa!

@Pirulitodbanana

Saudades de Malhação

Sou da época que a Malhação era numa acadêmia, que o André Marques era magro e que a “novelinha” era super divertida. Agora, ela não passa de uma escola para futuros protagonistas com cara de planta das novelas da Rede Record e um depósito de artistas da Globo que estavam mofando por falta de uso.

No quadro “o que é bom a gente desenterra” de hoje, vasculhamos o facebook do @ialves que é especialista em achar pérolas e trouxemos até vocês um capítulo de 1996 com a participação da Alanis Morissette.

Gostaram? Nos comentários não esqueçam de sugerir qual a próxima “coisa” que devemos desenterrar aqui no blog.

Um super BjoMeChupa,

@Pirulitodbanana

O que é bom a gente desenterra #2

O twitter não estava falando de nenhum single da Lady Gaga nos trends da quinta feira, 19 de maio, Ragatanga foi um dos maiores sucessos do Rouge, banda formada no reality show PopStar do SBT e que fez sucesso no Brasil entre 2003 e 2005. O refrão foi por diversas vezes acusado de ser um verso satânico, se era mesmo, jamais saberemos, mas todo mundo que o ouve fica possuído pelo ritmo. O cd do Rouge todo trabalhado no glitter foi o sonho de consumo das meninas e das bee mirins da época. E aí, você ainda lembra a coreografia?

Na segunda edição do PopStar, foi a vez do SBT formar uma boyband. Assim como Rouge, Broz estourou nas rádios de todo o país, e assim como as meninas, a banda desapareceu rapidamente. Prometida foi o single de maior sucesso dos garotos.

E depois de matar as saudades de Rouge e Broz, qual é o próximo item que devemos desenterrar?

Um super BjoMeChupa,

@Pirulitodbanana

O que é bom a gente desenterra #1

Em nossa primeira edição do “o que é bom a gente desenterra” resolvemos vasculhar os arquivos da rainha da vergonha alheia de sábado a tarde dos baixinhos para relembrar alguns dos sucessos internacionais que passaram pelos palcos dos programas da Xuxa.

1 – Corona cantando The Rhythm of the Night no Xuxa Park Hits: (dê close nos passinhos da Xuxa e treine pra buatchy, são super atuais)

2 – Xuxa entrevista  Mariah Carey antes dos 100 quilos:

3 – Xuxa entrevista MADONNA:

4 – E para terminar, Edson Cordeiro e dois Gogo boys cantam Macho Man, You meke me feel e It’s rainning man. A atração é nacional e a qualidade do vídeo não é boa, mas eu ri das bees enlouquecidas na plateia.

Gostaram da seleção? Deixe seu comentário e sua sugestão para a próxima edição do “o que é bom a gente desenterra”.

@PirulitodBanana

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