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Os olhos de ressaca.

Essa semana dei uma pausa no meu mais novo vicio, a minissérie francesa Le Revenants, pra rever a brasileiríssima CAPITU. Pra quem não sabe, CAPITU é a releitura televisiva do clássico literário DOM CASMURRO, de Machado de Assis, lançado em 1900, isso mesmo, há 113 anos atrás.

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A série por si só é linda, ótimas fotografia, maquiagem, figurino e cenário. As interpretações também dispensam elogios. A linda Eliane Giardini no papel de Dona Glória. Maria Fernanda Cândido, a eterna Capitu. Michel Melamed dando show como Bento Santiago e já como Dom Casmurro, César Cardadeiro (o Pedrinho, do Sitio do Pica-pau amarelo) como Bentinho, Rita Elmor, que estivera recentemente em Salve Jorge, como Prima Justina, e destaque para o galã Pierre Baitelli, como Escobar, e pra lindíssima Letícia Persiles, que mais recentemente protagonizou a novela das seis Amor eterno amor, como Capitu Jovem. Além da ótima direção de Luiz Fernando Carvalho, que dirigira anteriormente as tão lindas quanto  A PEDRA DO REINO e HOJE É DIA DE MARIA. Mas interpretações e direção à parte, cabe-me aqui ressaltar uma teoria que desenvolvi desde a primeira vez que li o romance, aos quatorze anos, na oitava série. No alto de minha ingenuidade pueril já percebi que havia algo a mais no meio daquela história.

Como todo especialista afirma, e não ouso aqui argumentar contra, Machado de Assis foi um dos maiores gênios literários do mundo e só um gênio de tamanha grandeza seria capaz de escrever uma obra que ainda gere discussões mais de um século depois de sua publicação.

O que pretendo aqui subverter é a tão famosa discussão se Capitu traiu o não Bentinho. Talvez por vivermos numa sociedade ainda tão conservadora (para não dizer hipócrita), essa discussão que eu trago agora tenha sido tão pouco debatida. Já na oitava série eu percebi uma tensão sexual deveras grande entre Bentinho e seu colega de seminário, Ezequiel de Sousa Escobar. É claro que guardei aquelas desconfianças para mim, afinal, não ia sair espalhando-as aos quatro ventos a fim de não me recriminarem.

Cuida dizer que, ao final da leitura obrigatória no programa anual de língua portuguesa, minha professora perguntou à turma o que todos acharam da obra, se Capitu traíra ou não Santiago. Me calei. Ao fim das opiniões dos demais, a professora afirmou que ela e mais um grupo de amigos, trabalhavam. Em sua tese de mestrado, a teoria que Bentinho era homossexual e na verdade era apaixonado por seu companheiro seminarista. Nas leituras seguintes que fiz do livro minha desconfiança só fizera aumentar e essa semana, ao ver a série, chegara ao ápice, ao ponto de eu não conseguir assistir mais a série de tanta aflição por Bentinho ser gay e ninguém perceber.

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Curioso que sou fui pesquisar pela internet se alguém compartilhava da mesma ideia que eu, e para minha surpresa o próprio diretor da série global tratou de caprichar na tensão sexual entre os dois que eu citara a cima. Além dele, ainda nos anos 2000, o saudoso cronista e cartunista Millor Fernandes shipava (google it) Escobinho (mistura de Escobar com Bentinho [hahaha]).

Nesse link Millor separa algumas passagens do livro que tratam de provar por a mais b que bentinho era sim gay.  (vale a pena ler para dar continuidade à essa linha de pensamento)

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Quanto a mim, a minha opinião é que realmente havia caroço nesse angu (que ano é hoje que ainda falo isso?). Nenhum amigo hétero cuida tantos detalhes ao outro e demonstram tanto afeto quando Escobar e Bentinho. A própria Capitu percebera isso, e talvez por isso tenha dado para o ‘amigo’ do marido. A seguir faço uma analise particular de cada um dos três personagens.

Bentinho: Não duvido do amor que tinha por Capitu e acho lindo o romance dos dois. Mas talvez, inconscientemente (e talvez até o próprio Machado o tenha escrito inconscientemente, apesar de, sendo quem é, não acredito muito que o tenha feito), ele também pudesse amar Escobar, por que não? Acontece nas melhores famílias, ou vai me dizer que você, querido leitor, nunca gostara de duas pessoas ao mesmo tempo? Não sejamos hipócritas.

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Escobar: Na minha opinião poderia ou não ser gay. Caso realmente o fosse, gostava sim do amigo e comera a esposa alheia apenas por vingança. Caso não, era apenas mais um canalha.

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Capitu: Por trás dos olhos de ressaca e de cigana obliqua e dissimulada morava uma mulher bastante esperta. Talvez percebera a intimidade entre o marido e o amigo e como vingança decidira ir para a cama com Escobar.

Sancha (a esposa de Escobar): talvez tenha descoberto o relacionamento de Escobar e Capitu e tentara avisar Santiago no jantar de casais no dia anterior à sua viuvez, mas no fundo no fundo fora a grande corna da história, coitada.

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Concluindo, não posso afirmar se Escobar e Santiago eram realmente gays. É apenas uma teoria. Assim como outrem também não pode firmar que Capitu traíra ou deixara de trair Bentinho com o amigo. Isso apenas Machado de Assis saberá, e aí, amigo, só indo num terreiro de macumba e baixando o espirito do escritor para descobrir.

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E você, o que acha do mais enigmático relacionamento da literatura brasileira?

Um super BjoMeChupa,

Por Matheus Hermógenes, colaborador do blog.

Pensamentos de quem foi pra rua!

Há cerca de um mês nosso país está vivendo um momento único em sua história. Presenciamos centenas de manifestações populares tomando as ruas deste país em busca de mudança. A menos de trinta dias, os convites para as marchas, passeatas  e manifestações nas redes sociais, pararam de ter somente dezenas de participantes virtuais para terem milhares de participantes nas ruas. A gota d’água, como todos sabem, foi o aumento na tarifa do transporte público e a repressão violenta e sem sentido que estas primeiras manifestações receberam. Quem mora em São Paulo (e nas grandes capitais do Brasil) sabe que abdicamos de uma boa parte do nosso tempo para gastarmos no transito, até aí “tudo bem”, é o preço que se paga por morar numa capital, mas o problema real é a falta de infraestrutura dessa capital. São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, enfim, as grandes cidades de nosso país estão vivendo um colapso resultado de uma história sem planejamento, um crescimento desordenado e acúmulos de décadas de gestões ineficientes e problemáticas.
As cidades crescem, a demanda pelo transporte público aumenta, a qualidade cai cada vez mais. Acordar cada vez mais cedo, sentir-se cada vez mais espremido, motorista cada vez mais estressado. Para deixar o usuário ainda mais feliz, que tal subir a tarifa? Que tal adicionar a esse conto de fadas ruas esburacadas e mal iluminadas, falta de segurança, saúde precária e uma dezena de mazelas que a a população precisa enfrentar?metro-lotado-700x525-ae

Aí é pra perder as estribeiras mesmo. E o povo perdeu. Começaram os manifestos liderados pelo “Movimento Passe Livre”, logo os manifestos já não pediam apenas a redução da tarifa, mas também pediam melhorias na educação, sistema de saúde e formas de combater a corrupção no nosso país. O movimento não era mais de “estudantes da classe média sem causa” (Beijo Jabor, você é um escroto), era do país inteiro. Por mais que algumas cabecinhas fechadas ainda tentavam reverter o processo, deslegitimando o movimento, acusando os manifestantes de vandalismo e falta de moral, a coisa pegou fogo (o carro da Record tá aí pra provar [desculpa a piada de mal gosto]).

Em progresso

No dia 17 de junho, uma segunda feira, cumprimos a nossa promessa: O Brasil parou. E foi lindo de se ver! A maioria das pessoas estava cagando pro futebol, as ruas foram tomadas de gente clamando por melhores condições. Era um sonho se realizando, as pessoas haviam acordado para seus direitos e estavam cobrandos seus líderes. Aqui abro um parênteses: na quinta feira anterior ao dia 17 de junho, teve o 4º ato, o mais brutal e truculento de todos que São Paulo presenciou. Alguns estudantes estavam em sala de aula recebendo notícias pelas redes sociais e de amigos que estavam lá no meio, até que indagaram seu professor sobre o que ele achava sobre os protestos e ele soltou: “quando vocês invadirem o Congresso, onde o bicho realmente pega, aí vamos conversar”. O que aconteceu segunda feira? Esses mesmo alunos estavam no meio da passeata quando viram um aglomerado de gente em um posto de gasolina observando uma televisão até que alguém gritou “O CONGRESSO É NOSSO!” todos se olharam com cara de espanto e alegria indagando “será que é verdade?” Era verdade, senhores, haviam tomado o Congresso. As pessoas em São Paulo começaram a pular e se abraçar de felicidade. Agora a porra ficou séria. Pros governantes.

Uma onda de patriotismo e revolução invadiu o Brasil, famílias inteiras foram às ruas no seguinte ato, todos entenderam que não eram mais 0,20 centavos. Eram PECs, eram Royalties, eram minorias e era o povo unido. Mas como nem tudo pode ser céu de algodão doce cor de rosa, as intrigas entre os partidos e os manifestantes começaram. Manifestantes agredindo quem ia com bandeiras de partidos e vice-versa. Agora vamos tentar entender: estamos numa “Democracia”, clamando de forma democrática por melhorias, certa? Certo.  As manifestações têm caráter apartidário, certo? Certo. Mas democracia significa que todos podem participar, certo? Certo. POR QUE CARALHOS PARTIDOS-SINDICATOS-UNIÕES-DONAS-DE CASA-MEU CACHORRO NÃO PODEM PARTICIPAR? Me expliquem? Tudo bem que é bem provável que esses partidos tentarão se valer de imagens dos protestos dizendo “estávamos lá, querido eleitor, estávamos com você. Vote no nosso partido”, mas já que você teve a suposta consciência de protestar, de ir às ruas, de expor o que não lhe convém no Governo, deveria, supostamente, ter a mesma consciência de olhar para essa propaganda partidária e dar risada e não o seu voto. Um partido estando ali no meio da multidão não te obriga a votar nele, seu asno. Ele está ali com o mesmo direito que você, na verdade ele está te ajudando, pois está fazendo volume para a massa crescer. Depende de você enxergar a real intenção do partido. E eu só não levei meu cachorro pra defender os direitos dos animais, porque esse filho da puta fugiu de casa pra sassaricar com as cadelas de rua e voltou cheio de pulga. Infeliz. Outro fator importante a se destacar quanto aos partidos, eram, que na maioria das vezes eram PSTU, PCO, PSOL e outras minorias de esquerda que eram atacados. Esses micropartidos possuem na sua história a manifestação, antes mesmo de você pensar em clicar em participar de uma manifestação do facebook eles já estavam nas ruas por uma causa qualquer.

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E é aqui que tudo se torna muito confuso para alguns. As reivindicações foram atendidas em sua maioria (diminuição da tarifa, PEC 37 negada no Senado [ainda irá para votação dos Deputados], 100 % dos royalties do petróleo do pré-sal para a educação e saúde, cura gay arquivada. Tudo parece muito bom pra mim pra ser verdade. Eu ainda to chocada com o congresso concordando com a Dilminha cedendo os 100%. Parece tudo uma grande armadilha a espera dos manifestantes esperançosos. Tipo a história de João e Maria. A casa de doces maravilhosa ao final da estrada, o sonho de toda criança… BUM A BRUXA APARECE E FODE COM TUDO! Eu acho que a Bruxa na história nem seja a Dilma, porque, meus caros, os senhores realmente acham que só ela que faz o Governo? Todos nós aprendemos na escola sobre a tripartição do Poder. Dilma representa um. No caso do Governo Brasileiro nossas bruxas são outras e em sua maioria são bruxOs. E eu ainda estou esperando pela grande pegadinha. Pode ser uma visão negativista, mas é a minha que estou dividindo com os senhores. Ainda acredito no poder das massas, apenas não acredito no nosso governo cedendo tão rápido e de forma tão “generosa”. E será que essa pressa em votar a chamada “agenda positiva” será mesmo benéfica para o país? Há seriedade na votação destes projetos? Eles vão realmente trazer benefícios para a população ou só servem para tentar tampar o sol com a peneira? O Brasil precisa mesmo desta reforma política ou basta trocar as pessoas que fazem política neste país? Só o tempo dirá e é bom ficarmos atentos, para que essa oportunidade de mudança se torne um infeliz pesadelo para nosso país.

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O que acham de tudo isso? O que acham de nosso texto? Deixem um elogio nos comentários. Se vocês não concordam, eu sou Geraldo Alckmin na brincadeira e não dialogo com vagabundo! Brincas, podem deixar o xingamento nos comentários, também somos uma democracia.

Texto de Isabella Garcia. Colaboração de Augusto Araújo.

Edição final @PirulitodBanana.

Feliciano, Malafaia, Joelma e muito amor!

Feliciano, Malafaia, Joelma e muito amor! Nada melhor do que iniciar minha colaboração com o blog do Pirulito falando sobre estes cliches dos noticiários nacionais.  Desde a entrevista dada por Silas Malafaia a nossa querida Maria Gabriela, no “De frente com Gabi”, no SBT, dia 3 de fevereiro, fomos confrontados com uma enxurrada de comentários e ações que imaginei não existirem mais. Sério, sempre que acho que esse país está indo pra frente, que estamos chegando a uma situação onde as liberdades individuais são realmente respeitadas, vem um Malafaia da vida e VRAAAAAH na minha cara.

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Logo depois do maior amontoado de besteiras sobre genética e comportamento que a televisão brasileira presenciou, tivemos vídeos de especialistas em genética rebatendo o Malafaia, do Malafaia rebantendo os especialistas num círculo vicioso forevá!

Quando eu achei que a poeira estava começando a baixar vem a vida e mais uma vez VRAAAAH na minha cara, eis que surge, Marco Feliciano. Pastor da Igreja Assembleia de Deus que já era conhecido por declarações de cunho racista feat. homofóbicos no twitter.

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E como tudo que é abençoado sobe na vida, o deputado Marco Feliciano (que só representa o estado de São Paulo que o elegeu), aqui carinhosamente chamado de Felicianus, se tornou o presidente da comissão de direitos humanos da câmara de deputados. O mundo inteiro do Brasil resolveu reagir contra esse exú sem luz, e claro, que isso de nada adiantou.

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Até Deus e a toda poderosa Dilma aderiram a campanha “Feliciano Não Nos Representa”.

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Vale ressaltar que, de maneira alguma, o Marco Feliciano foi rechaçado da forma como foi por ser única e simplesmente Pastor, o que acontece é que ele não tem histórico de defesa dos direitos humanos, ao contrário, como provam suas declarações.

 E não foram apenas os “comuns” que protestaram contra ele, várias celebridades se posicionaram contra a postura do pastor-deputado, seguem:

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Tonico Pereira, o Mendonça d’A Grande Família, e Ricardo Blat

Bruno Gagliasso e Matheus Nastergale.

Bruno Gagliasso e Matheus Nastergale.

A maior atriz brasileira, Fernanda Montenegro com a também atriz Camila Amado.

A maior atriz brasileira, Fernanda Montenegro com a também atriz Camila Amado.

Além de Ney Matrogrosso e Mart’nália, conhecidamente homossexuais:

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Os protestos não pararam, o Felicianus não saiu e tudo continua na mesma coisa, como sempre acontece nesse país.

O último episódio dessa onda de conservadorismo veio da nossa mui amada cantora Joelma, da Banda (apo)Calyps(e)o. Que até então era adorada por muitos gays de gosto duvidoso. Em entrevista a uma revista ela comparou homossexuais a drogas, afirmando que a cura de um era tão difícil quanto a de outro. A cantora tentou contornar a situação, dando diversas desculpas que só pioraram a situação. Boatos apontam que o marido da cantora, Chimbinha, também da banda, entrou em depressão depois das declarações da esposa, já que o número de shows e de patrocinadores caiu vertiginosamente. As marcas alegaram não querer vincular sua imagem a polêmicas. O filme que contaria a história da banda, inclusive, também foi cancelado ~eu acho é pouco~.

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E como as gay não perdoa, essa imagem da lymdha -not Joelma sem maquilagem depois de um show, circulou na internet depois das declarações da cantora.

No meio disso tudo a linda da Daniela Mercury assumiu seu relacionamento com a jornalista Malu Verçosa, dando um tapa de luvas na cara dos preconceituosos.

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E vai o recado:

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Enfim, o que as Joelmas, os Malafaias e os Felicianos da vida parecem, ou pelo menos fingem, não entender é que ninguém escolhe ser homossexual, existem vários fatores, tanto genéticos quanto sociais que levam uma pessoa a sê-lo e não existe cura para isso, afinal, a homossexualidade, assim como a bi, a hetero, a trans, NÃO SÃO DOENÇAS.

O que eles parecem não entender, também, é que os homossexuais não querem ter direitos a mais que os heterossexuais, eles querem ter apenas os MESMOS direitos. Um heterossexual não apanha por ser heterossexual, não sofre constrangimento, humilhações, um homossexual sim.

Os homossexuais não querem destruir a família “tradicional”, que já vem se desestruturando por suas próprias atitudes, como a traição, o desamor, a ignorância e a incompreensão (mas isso já é outro caso, outro assunto), os homossexuais querem apenas construir suas próprias famílias.

Joelmas, Malafaias e Felicianos da vida, ao usarem a Bíblia para legitimar seu preconceito, esquecem que a sociedade, há dois mil anos atrás, quando a Bíblia foi escrita, era uma sociedade totalmente diferente da atual. Se a sociedade não tivesse mudado durante esses 21 séculos que se passaram de lá para cá, pobres, negros e mulheres não teriam conquistado os direitos que hoje possuem, e assim é com os gays, que apenas lutam por seus direitos sem querer diminuir os direitos dos outros.

Jesus pregou uma mensagem de amor ao próximo, protegeu uma prostituta de ser apedrejada, e dentre tantas mensagens de amor, essas pessoas escolhem justamente aquelas que falam de ódio, ou melhor, que eles transformam em mensagens de ódio.

Muitos políticos propõem que essa questão seja levada ao voto público, mas com tantos posicionamentos contra a união civil igualitária, seria no mínimo incoerente submeter os direitos das minorias à vontade, muitas vezes tirana, da maioria. Num sociedade democrática, nunca direitos das minorias são votados pela maioria, pois cabe ao estado proteger as minorias e o bem comum.

Por fim, crer em Deus, e não crer (porque não?), ou crer no que quiser, não impede, em momento nenhum, defender o direito das minorias, para isso, basta crer no amor. VIVA O AMOR!

Um super BjoMeChupa,

Por Matheus Hermogenes, colaborador do blog.

Edição @pirulitodbanana.

[Textos de nossos colaboradores não expressam a opinião deste blog. ]

Estourando a bolha II: Jericoacoara

A minha primeira impressão foi: vou voltar correndo no mesmo ônibus que vim! Claro que achei o lugar lindo, mas achei impossível ficar por lá, sol demais, areia demais, vento demais, pequeno demais.
Fui recebida pela namorada do meu amigo, que até então eu só tinha falado por telefone, me receberam na pousada, me acomodei em um quarto, e lá fui eu, me aventurar pela vila, almocei um peixe delicioso no restaurante “Rústico e Acústico” (que é da namorada desse meu amigo que me ‘convidou’ para ir para lá), enquanto ia absorvendo as informações, e me enlouquecendo com as moscas, hehe. Subimos a Duna do pôr-do-sol pela primeira vez, e aquele visual me fez pensar que ali podia ser meu lugar por um tempo.

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Desde a primeira vez que olhei para esse mar, só consigo pensar na música do Tom Jobim: “O resto é mar, é tudo que eu não sei contar...” Essa foi minha última subida a Duna.

Da duna podemos ver toda a vila, o mar, e o conjunto de cores e formas encanta até o mais insensível dos mortais. Jericoacoara é um lugar que te acolhe, eu não sei explicar como, nem porquê, mas quem vai lá se sente assim, parte do todo, e por isso se apaixona.
Hoje vou deixar algumas dicas de onde comer em Jeri, na verdade a reprodução do que escrevi no meu blog inacabado Vivendo em Jericoacoara.

 

Restaurante e Pizzaria Araxá
Lugar onde eu trabalho, e acredite se quiser, não é puxação sde saco, aqui está uma das melhores pizzas que eu já comi na vida, massa fininha, crocante, recheio na medida certa, molho delicioso…nham nham, não tem como resistir, minhas dicas são parma, sciciliana, regina e do mar. E as massas, hum…a de tomate com manjericão conquistou meu coração, definitivamente…hauaha.

Jeribá
Não tenho palavras para descrever o prazer de jantar por lá após curtir o pôr-do-sol, de entrada um carpaccio de robalo, prato principal camarão no abacaxi, e para fechar tudo um creme de manga com vinho do porto. Se o paraíso tem um sabor, ele é feito pelas mãos do Apolinário, esses pneuzinhos ao redor da minha cintura são justificados por minhas constantes visitas a esse estabelecimento,rs. Que ainda conta com um atendimento fora de série, o Benevides que sempre nos atende com carinho o Apolinário que sempre vem dar o ar da graça, naquele ambiente ‘beira mar’ que tem um charme incontestável….ah!!!

Tamarindo
É um dos mais famosos da cidade, confesso que só fui uma vez, mas me deliciei, o que é aquele molho de tamarindo? Saladinha perfeita, um cuzcuz branco…morri e fui para o céu. Atendimento também espetacular, ambiente mais do que agradável, com uma árvore gigante de tamarindo emoldurando tudo.

Rústico e Acústico
Foi minha primeira refeição em Jeri, peixe na farofa de castanha de cajú, e a sobremesa cortesia,rs. Além de ser de uma amigona, é um lugar muito agradável, bem na Rua Principal, com pratos que saem da mesmice, e surpreendem o paladar, camarão a delicia, que pode ter até esse nome em outros lugares, mas o de verdade só lá mesmo.

Bistrogonoff
Que lasanha! Eu amo lasanha, e a de lá me fez querer mais…hehe. Com um molho perfeito, no ponto. Tem o strogonoff que é a pedida da casa, mas que eu ainda não experimentei, e algumas versões de robalo – meu peixe favorito – que se apresenta muito bem com o molho de ervas, fica a dica do suco frozen.

Kaze
Se você pensa que vindo para cá nunca comerá comida japonesa, está muito enganado, aqui se come muito bem, o restaurante não fica longe de nenhum dos da Liberdade (SP), e ainda tem uma saquerinha de lima da pérsia, para ser apreciada lentamente.

Café Brasil
Sanduiches, pratos rápidos, conversa boa, musica envolvente e suco de açaí com laranja…final de tarde perfeito. E sem falar das sobremesas, bolo prestígio, torta de ricota com goiabada…

Casa de pedra
Sanduiche de atum perfeito, açaí maravilhoso, sucos, e uma infinidade de sabores de sorvete, dos clássicos como chocolate, aos mais típicos daqui como tapioca e cajá.

Naturalmente
Não será o melhor crepe da sua vida, dizem por aí que teve uma época que foi, mas o ambiente é mágico,comer olhando o mar…hum…e a granola artesanal, é de longe o melhor açaí que já experimentei, e o crepe tá no top 5, recomendo o de maracujá (nunca decoro os nomes).

Engenhoca Doce – Sorveteria
Se tem um lugar culpado pelos meus quilinhos é esse, cheguei aqui na onde de experimentar todos os sabores do sorvete artesanal de lá, e quase o fiz,rs. Mas agora encontrei meu sabor, e meu equilíbrio de não tomar todo dia,rs, Pedra do Frade, é doce de leite com chocolate…vale conferir.

Beco Doce
Mousses, tortas, bolos…ah…o lugar é um sonho doce e um pesadelo gordo, fica a dica do bolo de chocolate ao leite com chocolate branco, e o mousse dentro do maracujá.

Miller e seus pães de queijo recheados
Ele anda pela rua com sua super caixa de pães de queijo recheados de carne seca com requeijão, calabresa, doce de leite, goiabada,e  é o terror da cidade, todos querem encontrá-lo entre uma fornada e outra no final da tarde.

Ficaram com vontade de comer em Jericoacoara? Espero que sim!
Me digam o que estão achando da coluna. O que gostariam que eu falasse. Semana que vem terei um post especial para os enamorados.

Beijo me twitte!

Dr. Zilda Arns 25/08/1934 – 12/01/2010

“Fazei como as primeiras comunidades cristãs: ‘Vejam como se amam’. Ninguém se abate ou desanima, pois estão todos conectados numa rede de solidariedade, amor e convívio, se alguém cai todos o ajudam a levantar.”

Hoje abro um parênteses no estilo de postagem do blog para homenagear uma pessoa que foi fundamental na minha formação e que deixou este mundo, no dia 12 deste mês. Dona Zilda Arns deixa esta vida da mesma maneira como sempre a viveu: lutando contra as injustiças sociais e a favor da vida. Tive a oportunidade de ter contato com ela em duas situações e foi com ela que aprendi uma das máximas sobre o reino de Deus: ele é construído por nossas ações, não são palavras, orações, hastags solidárias que mudam o mundo ao nosso redor e sim tirar a “bunda” da cadeira e ir lutar por algo que realmente valha a pena. E foi assim que ela mudou a vida de milhões de crianças pelo Brasil e pelo mundo com a ação da Pastoral da Criança. D. Zilda também ensinou que com o pouco pode-se fazer muito, basta ter vontade de fazer a diferença.

O que fazemos em vida ecoa na eternidade. Seu trabalho, dedicação, carisma e fé serão sempre um modelo para aqueles que acreditam no bem comum.

Ela foi uma das maiores mulheres que este país já teve e deixará saudades. Que Deus ilumine o trabalho dos quase 200 mil voluntários da Pastoral da Criança que continuarão com a missão deixada por sua fundadora.

Saiba mais: Biografia | Pastoral da Criança

Vídeo sobre a Pastoral da Criança:

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