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Experiência Sócio-antropológica

Experiência socio-antropoquê???? Cai na redação do ENEM isso aí? Calma gente que eu explico: Sócio-antropologia é o estudo que procura compreender e explicar as estruturas da sociedade, com suas relações internas.

Baseada nessa tentativa de compreender o mundo que me cerca fui tomada pela pegada de estudar a socio-antropologia nas buatchys. Afinal, quer lugar melhor para analisar o comportamento humano do que numa balada? Lá as pessoas se revelam, buscam prazeres da carne, afogam suas mágoas, expõem seus gostos e vaidades, se concentram em grupos diferentes e concorrentes, enfim, material de estudo é o que não falta.

Partindo disso, comecei a pensar quais são as castas que compõem a noite, como esses grupos se relacionam e o que pensam. Não, não estou escrevendo a pauta do próximo Globo Repórter, quero apenas deixar registrado aqui, situações inusitadas que acontecem na noite.

imagens-da-balada-de-sabado

Vocês que estão por aí, nas pistas da vida já devem ter presenciado algumas cenas minimamente interessantes. Eu particularmente sou uma pessoa que gosta de observar o comportamento humano cotidiano: conversas de transporte público, pessoas na rua, nos bares, lojas, buatchys. Enfim, sou uma curiosa profissional e resolvi que vou compartilhar com vocês, os fatos mais interessantes que encontro por aí!

A algumas semanas, presenciei a seguinte cena:

 Minha amiga bonita e inteligente estava na do cara. Eu como boa amiga que sou, fui junto com ela, para fazer o papel de coadjuvante da conquista, já que eles estavam em dois, rs. ( E nessas horas nunca sei se agradeço a Deus por ficar de vela, afinal, vai que o cara que a minha amiga vai pegar tem um amigo feio ou chato? Aí rola aquele climão e um silêncio constrangedor)

Quando pensei que partiria sozinha para sensualizar na pista, eis que surge um amigo do amigo [tava bom demais para ser verdade]. O cara  – que sobrou para mim – estava numa pegada de dizer “Sou um eunuco”, não vi nenhuma graça, e acabei nem dando muita margem para o assunto. Fomos para a área externa e outras duas meninas se aproximaram, e o bonito já soltou “Sou um eunuco!”.
Elas não sabiam o que era, e nessas horas a única coisa que as pessoas sabem é somar quanto deu na comanda e a senha do cartão, então expliquei. Ele disse que usava essa isso para tirar a pressão de que as pessoas tem que fazer sexo (oi?). A espertinha solta: “assim é bom que não preciso tomar a pilula do dia seguinte”. (wtf?)

Fiquei chocada em vários graus. A amiga da espertinha disse, tentando parecer culta: “vocês sabiam que antigamente umas mulheres eram castradas?”. Eu disse q isso acontece até hoje, Em algumas tribos africanas, que é um problema real. A gênia então me solta: “para mim, uma mulher de vinte anos, problema real é engravidar e pedir pensão, mas como ele é um eunucleo não terei esse problema.

Sofri pela educação nesse país.

Me contem, vocês já presenciaram essas cenas bonitas nas buatchys da vida? Vocês já se questionaram se existe mesmo gente assim ou colocaram algo no seu drink?

 BMC,

Por Talitta Araújo,  colaboradora do blog.

Edição @PirulitodBanana

 

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Eu posso mudar o mundo!

I’m back in the game people!!!
Para começar tudo, liga o som aí:

Enquanto escrevo esse texto, estou escutando essa música, que sempre me faz ter vontade de dançar, correr e mudar de vida, tudo ao mesmo tempo!

Mas vamos ao assunto do post, hoje vou propor um desafio a vocês:

Sair da caixa, quebrar a rotina, e por que não: Mudar o mundo?

Assisti finalmente “O menino do Pijama Listrado”, que mais uma vez, despertou minha obsessão por Hitler, como pode uma só pessoa ser capaz de incitar uma multidão contra um grupo ‘étnico’? Como pode um único ser humano ser o canal de um mal tão grande?  Não temos nenhum exemplo assim tão forte de nada parecido para o bem, não há um grande líder que tenha conseguido por seu poder de persuasão fazer as pessoas erradicarem a pobreza de uma região ou algo do gênero. Tenho duas teorias sem nenhum embasamento científico:

1. O ser humano tem mesmo em sua essência o mal, e é muito mais fácil convencê-lo com motivos egoístas.

2. O mal marca muito mais a história e não conseguimos enxergar a bondade se espalhando, com pessoas como Madre Teresa, Gandhi, entre outros.

O bem não acontece necessariamente em atos tão massivos como o genocídio, bombas nucleares, e essas loucuras todas. Nós temos sempre a impressão que a humanidade é ruim, pois o que nos marca na história é o mal, mas temos vários exemplos de bondade por aí.

A essa altura você já deve estar pensando que eu vou dizer para você largar sua vida e seguir com a legião da boa vontade, ou doar seu dinheiro para uma instituição com algum jogo de culpa e manipulação qualquer, mas não. Eu quero bem menos do que isso. Eu quero um mundo melhor, mas sem sacrifícios, pois isso deveria ser o natural.

Meu desafio, é sermos uma versão melhorada de nós mesmos. É fazer mais pelo mundo do que esperamos dele, sermos mais conscientes com nossas responsabilidades, mais responsáveis com os recursos, mais amáveis com o próximo, mais humanos. Ok, agora vocês estão pensando que surtei de vez, que além de trabalhar, estudar e fazer o diabo a quatro para da conta de tudo eu ainda quero que sejamos melhores em tudo isso, como se o que fizéssemos não fosse bom. Mas vocês sabem que esteja como estiver, podia estar melhor.
A ideia  é um desafio semanal, de inserir uma atividade no nosso cotidiano, que ajude o mundo a melhorar em alguma dimensão. E sabe como isso fica leve? Escolhendo algo que você goste. Seja dançar, cuidar de animais, de plantas, colecionar livros, tudo isso pode ser aproveitado. Até sorrir pela manhã e dar um bom dia a quem passar pelo teu caminho, mesmo que desconhecido, faz diferença. Uma frase que sempre me faz refletir e me encoraja a estas ações é que “quem faz o bem, não tem noção do bem que faz”, o que para você não é nada, pode ser a diferença na vida de uma pessoa. Você pode até não mudar o mundo, mas pode mudar o mundinho que há em volta de você.

Compartilhe esta ideia, conte para nós qual vai ser sua contribuição para que esse planetinha azul seja melhor, sorria!

Um super BjoMeChupa no coração de cada um de vocês,

Like a date: Pecados capitais

Hoje eu acordei com a inspiração dos apaixonados (embora eu esteja longe desse estado), e vou dar dicas para seus ‘dates’ fora da bolha da rotina e do comodismo. Os lugares específicos serão em São Paulo, mas isso é fácilmente adaptável a qualquer região. Se você estava querendo um lugar diferente para levar seu par chegou a hora!

E para apimentar e dar mais graça, cada opção de date será relacionada com alguns dos pecados capitais. “Façamos, vamos amar!!!!”

Luxúria

casal
A luxúria é de longe um dos meus pecados favoritos, é o apego aos prazeres carnais. Essa dica é para aquele casal que está cheio de t…amor e não se importa de mostrar isso para o mundo (ou alugar um quarto,rs).
Opção 1 : Restaurante da Moda + Balada da Moda + Hotel da moda. Nada mais excitante do que se vestir para ‘o crime’ e sair a dois com o propósito de uma noite cheia de prazeres e excessos. Em seguida rumar para uma casa noturna descolada para uma exibição do amor, a dica de hoje é a Mokai, se é para se exibir, ali é o local certo.

Gula

gordos
Depois da luxúria a gula é um dos meus pecador favoritos, afinal tem coisa melhor que comer, comer e comer? Por isso que fizemos uma dica de passeios incríveis para aqueles casais com almas gordinhas!
Opção 1 : Domingo Oriental
“Lá na Liberdade”, esse é um lugar que mistura a cultura e a gastronomia oriental com um toque de brasilidade, que nós, gordinhos de espírito, ou não, adoramos. Nada como chegar para lá na hora do “brunch” e aproveitar todas aquelas delicias, de acarajé a doce de feijão azuki. Esse é um dia para usar calças largas,rs. E vocês conhecem a  Yogofozen, né? (a partir de agora chamado Yogocoiso, meu apelidinho carinhoso), lá tem uma loja onde você monta o seu, com tudo que quiser colocar dentro, uma delícia!

Opção 2: Paulista
Porque a Paulista sempre é uma opção, independente do tema, rs. Naquela região encontramos restaurantes de todos os tipos, de fast food a comida marroquina. Mas eu gosto mesmo é de petiscos, comer um crème broulè na reserva cultural, uma quiche no Itaú, umas porções nos botecos perto do trianon, enquanto apreciamos a paisagem urbana, e tudo que a região tem para oferecer.

Soberba

soberba

O pecado de quem está afim de esfregar na cara da sociedade sua superioridade e seu grande entendimento sobre a cultura, ‘o universo e tudo mais…’ Para os casais que sabem tudo, vai nossas opções de programas geek-romântico:

Opção 1: Cinema + Café = Reserva Cultural

Escolher um dos filmes interessantes que estiver passando por lá e estender o programa para o café francês ali mesmo. O cardápio possui todos aqueles nomes que precisamos fazer biquinho para falar e que são um convite ao romance!

Opção 2: Geeks no Parque
Eu acho que acordei mesmo muito brega, não sei o que acontece, mas enfim, o combo parque pode trazer infinitas possibilidades, num único passeio você pode reunir exposição, passeio de bike, teatro, show e pic nic.
Aqui para São Paulo temos algumas opções de parques: o Ibirapuera, o Água Branca  , o Villa Lobos e o Trianon. Confesso que tenho uma daquelas toalhas xadrez de vermelho e branco, acho que estar em contato com a natureza também desperta romance.

Outras opções interessantes para encontros diferentes são as feirinhas e bares:

Tem a feirinha da Benedito Calixto com suas antiguidades e comidinhas.

A Drosophyla, vale a pena visitar o site também pois, tenho certeza que vão ficar com vontade de conhecer, a trilha sonora dele é muito boa e o tema do bar explora todas as influências e diferenças dos destinos visitados pelos donos do bar.

O Ludo  que conta com um cardápio com cerca de 600 jogos, você vai revisitar sua infância enquanto aprecia uns ‘bons drink’ e aperitivos deliciosos.

O que acharam? Vocês tem dicas de lugares para compartilhar por aqui?

Querem mais opções com os outros pecados?

Xoxo!

T.

Hedonismo!

Antes de começar esse post preciso explicar algo sobre mim. Eu sou fraca, com uma forte tendência ao comodismo, se algo me dá prazer e/ou me vem fácil eu difícilmente vou me negar a tê-lo.

A alguns anos assisti pela primeira vez o filme “O Libertino” com Jhonny Deep, e fui apresentada ao termo ‘hedonismo’, que para mim se resume em ‘o prazer pelo prazer’, meus heróis na ficção e na vida real sempre tiveram o caráter do libertino, a intensidade em viver, a quebra de regras, tabus e o prazer próprio acima de tudo, talvez isso diga alguma coisa sobre mim, ou não,rs.

Com isso passei alguns anos da minha vida aproveitando tudo de bom que me era oferecido, todos os excessos e intensidades que estavam dentro da minha moral. Baladas, viagens, e tudo que poderia me fazer sentir feliz e satisfeita lá estava eu!

Acho que depois de alguns acontecimentos adiquiri certa espiritualidade,e  comecer a rever esse conceito de ‘prazer pelo prazer’, e depois de não querer mais nada, comecei a querer experiências que me modificassem, que me fizessem algo melhor do que era antes. E com esse espírito parti para Jericoacoara, que me passava a impressão de ser uma vila pacata, apesar da atratividade turística.

Muito me enganei, hedonismo é a palavra predominante na vila, aquele texto que diz que as coisas que você fizer na faculdade não fará mais na vida, entra em contradição em Jericoacoara, quando alguém vai para lá inevitavelmente experimenta coisas que nunca experimentou antes. Minha impressão é que com o contato com a beleza estonteante do lugar acabamos despertando nossas características mais primitivas, querendo explorar e extrapolar tudo.

Nos meus primeiros dias cometi todos os excessos, gula, luxúria, preguiça, tudo pela busca do prazer imediato e intenso. Festas todos os dias, bebidas, pessoas novas, experimentei todas as variáveis que a vila me oferecia, até perceber que eu estava me tornando uma versão pior do que a que eu estava fugindo, e decidi então tentar uma experiência mais profunda.

Mudei minha maneira de ver o mundo, de me relacionar com as pessoas, deixei de me importar com o que se tornou ‘fútil’, e claro que tive meus momentos de loucura e descontrole, mas até esses foram mais profundos e rodeados de pessoas que eu estou certa que fazem parte de minha vida.

Eu ainda não estou preparada para dividir com vocês essas experiências mais hedonistas, acho que preciso de um tempo, e um pouco de bajulação de vocês,rsrsrs. Mas eu acho que eu consegui atingir um prazer ainda maior, continua sendo apenas por senti-lo, mas ainda assim muito mais profundo.

Mas e para vocês, qual o maior prazer?

Estourando a bolha!

A partir de hoje, o blog do Pirulito de Banana passará a ter posts escritos por colaboradores. Os “Banana’s Writers” como foram batizados escreverão sobre dicas de viagem, relacionamento, mundo da música, celebridades, comportamento e televisão. Hoje, é a estréia da Talitta Araujo, a T. Ao final do texto deixe seu comentário sobre a coluna da Talitta, afinal são os leitores do blog e não o Pirulito que decidirão quem fica e quem sai da equipe!

Um super BjoMeChupa,

@Pirulitodbanana

É tudo uma questão de tempo!

Para nos adaptarmos a novas experiências, novos lugares e enfim nos enfiarmos em nossa nova zona de conforto. É isso o que sempre procuramos, uma zona de conforto, uma bolha na qual podemos nos privar de sentimentos e sensações incômodas, mas que consecutivamente nos impede de vivenciar coisas boas.
E é assim que eu chego aqui no blog, estourando sua bolha e escrevendo um texto um pouco diferente do que você normalmente encontra por aqui, e você deve estar se perguntando, quem é essa menina? Mas essa não é uma pergunta que se responda com facilidade, com o tempo vocês vão descobrir quem sou, e decidir se gostam ou não.
Eu tenho alguns propósitos e temas para trazer aqui, mas gostaria que fosse algo muito interativo, com idéias e histórias de todos que quisessem participar. Eu vou começar hoje com uma história muito minha, que inicia minhas de dicas de viagens.

"O resto é mar..." Apenas um dia comum em Jeri!

O dia em que estourei a minha bolha!

Eu moro em São Paulo, não na cidade propriamente dita, mas na metrópole. Levava uma vida comum, recém-formada na faculdade, batalhando projetos para engatar a carreira, cheia de planos, dúvidas e incertezas, e com uma vida amorosa bem complicada. Eu acho que esse momento pode ser comparado com o limbo, quando tudo começou a desmoronar sob os meus pés e eu recebi um ‘tweet’: “Quer trabalhar no Ceará? Pergunte-me como!”, a primeira impressão foi rir, pois eu, o auge da patricinha urbana nunca me lançaria numa aventura dessas. Mas a vida não andava cheirando a flores, o trabalho estava mal, a vida pessoal uma bagunça e cada vez menos coisas me prendiam a essa minha zona de conforto que eu já nem sei há quanto tempo existia.

 Dois meses depois lá estava eu, naquele vôo em direção a Fortaleza, sozinha, rumo a uma terra em que eu não conhecia ninguém, da qual eu não sabia o que esperar. Horas e horas depois desço de uma jardineira no meio de tanta areia e com um calor que eu nunca havia vivenciado: Jericoacoara!

O que eu fiz lá? Isso é uma outra história!

XOXO
T.

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