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Estourando a bolha II: Jericoacoara

A minha primeira impressão foi: vou voltar correndo no mesmo ônibus que vim! Claro que achei o lugar lindo, mas achei impossível ficar por lá, sol demais, areia demais, vento demais, pequeno demais.
Fui recebida pela namorada do meu amigo, que até então eu só tinha falado por telefone, me receberam na pousada, me acomodei em um quarto, e lá fui eu, me aventurar pela vila, almocei um peixe delicioso no restaurante “Rústico e Acústico” (que é da namorada desse meu amigo que me ‘convidou’ para ir para lá), enquanto ia absorvendo as informações, e me enlouquecendo com as moscas, hehe. Subimos a Duna do pôr-do-sol pela primeira vez, e aquele visual me fez pensar que ali podia ser meu lugar por um tempo.

por do sol

Desde a primeira vez que olhei para esse mar, só consigo pensar na música do Tom Jobim: “O resto é mar, é tudo que eu não sei contar...” Essa foi minha última subida a Duna.

Da duna podemos ver toda a vila, o mar, e o conjunto de cores e formas encanta até o mais insensível dos mortais. Jericoacoara é um lugar que te acolhe, eu não sei explicar como, nem porquê, mas quem vai lá se sente assim, parte do todo, e por isso se apaixona.
Hoje vou deixar algumas dicas de onde comer em Jeri, na verdade a reprodução do que escrevi no meu blog inacabado Vivendo em Jericoacoara.

 

Restaurante e Pizzaria Araxá
Lugar onde eu trabalho, e acredite se quiser, não é puxação sde saco, aqui está uma das melhores pizzas que eu já comi na vida, massa fininha, crocante, recheio na medida certa, molho delicioso…nham nham, não tem como resistir, minhas dicas são parma, sciciliana, regina e do mar. E as massas, hum…a de tomate com manjericão conquistou meu coração, definitivamente…hauaha.

Jeribá
Não tenho palavras para descrever o prazer de jantar por lá após curtir o pôr-do-sol, de entrada um carpaccio de robalo, prato principal camarão no abacaxi, e para fechar tudo um creme de manga com vinho do porto. Se o paraíso tem um sabor, ele é feito pelas mãos do Apolinário, esses pneuzinhos ao redor da minha cintura são justificados por minhas constantes visitas a esse estabelecimento,rs. Que ainda conta com um atendimento fora de série, o Benevides que sempre nos atende com carinho o Apolinário que sempre vem dar o ar da graça, naquele ambiente ‘beira mar’ que tem um charme incontestável….ah!!!

Tamarindo
É um dos mais famosos da cidade, confesso que só fui uma vez, mas me deliciei, o que é aquele molho de tamarindo? Saladinha perfeita, um cuzcuz branco…morri e fui para o céu. Atendimento também espetacular, ambiente mais do que agradável, com uma árvore gigante de tamarindo emoldurando tudo.

Rústico e Acústico
Foi minha primeira refeição em Jeri, peixe na farofa de castanha de cajú, e a sobremesa cortesia,rs. Além de ser de uma amigona, é um lugar muito agradável, bem na Rua Principal, com pratos que saem da mesmice, e surpreendem o paladar, camarão a delicia, que pode ter até esse nome em outros lugares, mas o de verdade só lá mesmo.

Bistrogonoff
Que lasanha! Eu amo lasanha, e a de lá me fez querer mais…hehe. Com um molho perfeito, no ponto. Tem o strogonoff que é a pedida da casa, mas que eu ainda não experimentei, e algumas versões de robalo – meu peixe favorito – que se apresenta muito bem com o molho de ervas, fica a dica do suco frozen.

Kaze
Se você pensa que vindo para cá nunca comerá comida japonesa, está muito enganado, aqui se come muito bem, o restaurante não fica longe de nenhum dos da Liberdade (SP), e ainda tem uma saquerinha de lima da pérsia, para ser apreciada lentamente.

Café Brasil
Sanduiches, pratos rápidos, conversa boa, musica envolvente e suco de açaí com laranja…final de tarde perfeito. E sem falar das sobremesas, bolo prestígio, torta de ricota com goiabada…

Casa de pedra
Sanduiche de atum perfeito, açaí maravilhoso, sucos, e uma infinidade de sabores de sorvete, dos clássicos como chocolate, aos mais típicos daqui como tapioca e cajá.

Naturalmente
Não será o melhor crepe da sua vida, dizem por aí que teve uma época que foi, mas o ambiente é mágico,comer olhando o mar…hum…e a granola artesanal, é de longe o melhor açaí que já experimentei, e o crepe tá no top 5, recomendo o de maracujá (nunca decoro os nomes).

Engenhoca Doce – Sorveteria
Se tem um lugar culpado pelos meus quilinhos é esse, cheguei aqui na onde de experimentar todos os sabores do sorvete artesanal de lá, e quase o fiz,rs. Mas agora encontrei meu sabor, e meu equilíbrio de não tomar todo dia,rs, Pedra do Frade, é doce de leite com chocolate…vale conferir.

Beco Doce
Mousses, tortas, bolos…ah…o lugar é um sonho doce e um pesadelo gordo, fica a dica do bolo de chocolate ao leite com chocolate branco, e o mousse dentro do maracujá.

Miller e seus pães de queijo recheados
Ele anda pela rua com sua super caixa de pães de queijo recheados de carne seca com requeijão, calabresa, doce de leite, goiabada,e  é o terror da cidade, todos querem encontrá-lo entre uma fornada e outra no final da tarde.

Ficaram com vontade de comer em Jericoacoara? Espero que sim!
Me digam o que estão achando da coluna. O que gostariam que eu falasse. Semana que vem terei um post especial para os enamorados.

Beijo me twitte!

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Jibber Jabber – Saindo da rotina em São Paulo

Faz um tempo que essa expressão está na minha cabeça.
Em um episódio de The Big Bang Theory a Penny brinca com o Sheldon: “oh god, you’re going to jibber jabber about jibber jabbering! rs”. Que em português fica algo como “Oh Deus! Você vai falar abobrinha sobre falar abobrinha! rs”. Acho engraçado a importância que damos as coisas, a nossas atividades diárias e a nossa vida como um todo, elencamos a prioridades baseadas no que a sociedade diz importante, e acabamos deixando nossas ‘abobrinhas’ que nos fariam muito felizes de lado.
O post de hoje é isso: Jibber Jabber para fazer em São Paulo, rs (se é que se enquadra nesse contexto, eu não domino muito o uso de expressões). Sabe tudo aquilo que é imperdível mas que não te adiciona muito do ponto de material, mas te faz extremamente feliz? É isso!

Categoria 1: Paulista e arredores:


– Ler parte de um livro na Livraria Cultura no Conjunto Nacional: essa é uma ‘abobrinha’ que pode render em algo produtivo ou não. Eu normalmente escolho um título que eu não compraria nunca, ou um guia de um lugar que não pretendo visitar, e me sento em um daqueles puffs e embarco na leitura, que quase nunca chega ao fim, mas que me traz várias idéias malucas de coisas que eu poderia fazer. As vezes acabo comprando algo que havia pré-julgado ruim, e as vezes acabo tendo a certeza de que de fato era ruim. O legal é que existem muitas pessoas que fazer isso lá e  as vezes conseguimos novos amigos fora da bolha!
 
– Paulistar ‘sem rumo’: É o complemento do que disse acima, mas a Paulista é grande demais, e se mostra com várias faces e possibilidades de entretenimento, rs. Eu gosto de sair sem rumo, e descobrir o que vou fazer quando chegar lá, talvez encarar um programa cult e visitar várias exposições de artistas que até então eu não conhecia, apreciar um ‘café’ num centro cultural, e refletir sobre o que vejo. Em outros dias eu acabo sentada em um bar, tomando cerveja e discutindo sexo dos anjos com os amigos de amigos que sempre encontramos por lá. Porque sim, lá é imenso, mas é completamente impossível não encontrar um conhecido, ou fazer um.
 
– “Descendo a Rua Augusta a 120km/h”: 120 pode não ser a velocidade, mas é o clima de descer a Augusta, fazer mil coisas de uma vez, se misturar com gente diferente, freqüentar as baladinhas, bares e ser quem você quiser!!! Não vou me prolongar, porque o que acontece na Augusta, fica na Augusta!
 
– Entrar no Itaú Cultural sem ter hora para ir embora: Experimentar uma sobremesa no espaço “Panorâmico” (nome do restaurante/café), e entrar na exposição, literalmente, no Itaú cultural nós fazemos parte do que estiver acontecendo, mais iteratividade impossível, são gostos, texturas, cores e sons que se modificam conforme o visitante.
 
– Comer, comer e comer: Se tem algo de excelente para fazer em São Paulo, é comer, se você quiser comida Tailandesa às 3h00, você pode ter. E a Paulista por ser o coração dessa cidade, traz grande parte das possibilidades que São Paulo oferece, japonesa, chinesa, pastel com caldo-de-cana, alta gastronomia, comida vegetariana, enfim, o seu desejo no dia.

– Se vestir como der na telha e andar pela rua: Encarar um personagem, uma perua bem vestida, ou uma preguiçosa de pijamas…São Paulo é uma selva maluca, com gente de todo tipo, acho incrível como podemos ser quem quisermos aqui e ainda assim passarmos desapercebidos. Experimentar um dia ser o oposto do que você costuma ser.
 
Minha dica para a Paulista é a Casa das Rosas:

Esse é um dos meus dois lugares favoritos no mundo. Foi o presente de casamento do Ramos de Azevedo para sua filha mais velha. A estrutura da casa se mantém, assim como seu jardim, como um espaço de cultura e poesia, em meio a Avenida Paulista. Vale o passeio, principalmente nos meses da primavera onde as roseiras encantam a quem visita.

Categoria 2 ‘urbenando’:

– Assistir um filme de um gênero totalmente fora do seu normal: Ir num Centro Cultural, e experimentar um gênero novo um drama suéco, uma comédia européia, um documentário russo, sair do padrão, daquilo que está sempre a nossa frente. Para isso temos o Centro Cultural Banco do Brasil, o Centro Cultural São Paulo, o Espaço Unibanco, a Reserva Cultural…
 
– Turistagem no estilo ‘expedições urbenauta’: Tem um livro do Eduardo Emílio Fenianos, chamado “Expedições Urbenauta: São Paulo uma aventura radical” que narra a história desse paulistano, que resolveu ser turista na própria cidade. Ele saiu em um carro a ‘urbenave’ visitando todos os pontos, turísticos, ou não da cidade. Essa é uma experiência que pode ser aplicada a qualquer cidade, nós sempre deixamos para depois conhecer o que está perto de nós, e essa é uma experiência que pode ser muito interessante, uma das minhas maneiras favoritas de ‘estourar a bolha’, fazer caminhos diferentes, entrar em ruas que nunca entrei, vistitar museus e atrativos que eu sempre passo em frente, mas nunca presto atenção. Minha dica para os paulistanos vai ser o museu Lasar Segall.

É um museu casa, que o Lasar Segall viveu, onde existem exposições fixas e temporárias de suas obras, além de um cinema. Fica na Vila Mariana, Rua Berta, 111.
 
Espero que tanham gostado das dicas.  E vocês, o que tem de interessante na sua cidade que quase ninguém vê?
Ps.: Na semana que vem tem mais aventuras em Jericoacoara…me aguardem!
BMC!

T.
 
 

Estourando a bolha!

A partir de hoje, o blog do Pirulito de Banana passará a ter posts escritos por colaboradores. Os “Banana’s Writers” como foram batizados escreverão sobre dicas de viagem, relacionamento, mundo da música, celebridades, comportamento e televisão. Hoje, é a estréia da Talitta Araujo, a T. Ao final do texto deixe seu comentário sobre a coluna da Talitta, afinal são os leitores do blog e não o Pirulito que decidirão quem fica e quem sai da equipe!

Um super BjoMeChupa,

@Pirulitodbanana

É tudo uma questão de tempo!

Para nos adaptarmos a novas experiências, novos lugares e enfim nos enfiarmos em nossa nova zona de conforto. É isso o que sempre procuramos, uma zona de conforto, uma bolha na qual podemos nos privar de sentimentos e sensações incômodas, mas que consecutivamente nos impede de vivenciar coisas boas.
E é assim que eu chego aqui no blog, estourando sua bolha e escrevendo um texto um pouco diferente do que você normalmente encontra por aqui, e você deve estar se perguntando, quem é essa menina? Mas essa não é uma pergunta que se responda com facilidade, com o tempo vocês vão descobrir quem sou, e decidir se gostam ou não.
Eu tenho alguns propósitos e temas para trazer aqui, mas gostaria que fosse algo muito interativo, com idéias e histórias de todos que quisessem participar. Eu vou começar hoje com uma história muito minha, que inicia minhas de dicas de viagens.

"O resto é mar..." Apenas um dia comum em Jeri!

O dia em que estourei a minha bolha!

Eu moro em São Paulo, não na cidade propriamente dita, mas na metrópole. Levava uma vida comum, recém-formada na faculdade, batalhando projetos para engatar a carreira, cheia de planos, dúvidas e incertezas, e com uma vida amorosa bem complicada. Eu acho que esse momento pode ser comparado com o limbo, quando tudo começou a desmoronar sob os meus pés e eu recebi um ‘tweet’: “Quer trabalhar no Ceará? Pergunte-me como!”, a primeira impressão foi rir, pois eu, o auge da patricinha urbana nunca me lançaria numa aventura dessas. Mas a vida não andava cheirando a flores, o trabalho estava mal, a vida pessoal uma bagunça e cada vez menos coisas me prendiam a essa minha zona de conforto que eu já nem sei há quanto tempo existia.

 Dois meses depois lá estava eu, naquele vôo em direção a Fortaleza, sozinha, rumo a uma terra em que eu não conhecia ninguém, da qual eu não sabia o que esperar. Horas e horas depois desço de uma jardineira no meio de tanta areia e com um calor que eu nunca havia vivenciado: Jericoacoara!

O que eu fiz lá? Isso é uma outra história!

XOXO
T.

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